Nossas confusões (de amor) de todo ano

Final de Ano com amor

Final de ano é sempre a mesma coisa.

Existe uma tradição familiar nossa, que é totalmente diferente das outras, chamada: “Deixemos para a última hora.”

Se não for pra organizar uma festa com muita emoção envolvida, a gente nem faz.

Minha família é tão grande, que bastou reunir menos da metade dela que já é uma festa com direito a ninguém se ouvir por todos falarem ao mesmo tempo.

Quando é final de ano então que as festas são feitas por todos, a coisa só piora.

Normalmente começamos a tocar no assunto uma semana antes, mas é muita opinião e pouca ação. Um vai fazer tal coisa, outra vai levar isso, aquele vai buscar sei lá o que, depois um acaba desistindo que passa para o outro, que esquece e assim caminhamos ao longo da semana hahaha

Hoje faço parte da “comissão organizadora”, tanto dos preparativos como financeiro (parte triste essa, saudades de quando eu só aparecia na festa linda, bela e tranquila rs) e por isso todo ano o grupo de família parece que vai bugar de tantas mensagens.

Penso nos perrengues de anos atrás quando não existia Whats app pra essa renca de gente se comunicar e fazer acontecer. (Eu só comecei a fazer parte já na era digital hahahaha)

Pois bem, até eu me casar as festas sempre eram na minha casa e da minha mãe, era grande e cabia todo mundo, infelizmente depois que mudei, minha mãe decidiu mudar pra uma casa menor, com isso, perdemos a mordomia, então todo ano a primeira grande confusão é descobrir onde serão as festas. A casa de quem será a escolhida.

Decidido isso, partimos para comes e bebes, que sem muita escolha para nós mulheres, os homens decretam churrasco, ano após ano, qualquer pernil, peru, salada de maionese, farofa, salpicão, sobremesas e afins é por conta em risco de nós, mulheres.

O Natal e Ano Novo deles são assim, definidos na churrasqueira, quem quiser qualquer coisa diferente disso, que mexam os pauzinhos. Então lá vamos nós, mexer nossos pauzinhos.

O detalhe é que depois de tudo pronto, todos eles atacam. Fica a observação.

Minha mãe encarregada da farofa (não é qualquer farofa. É “A” farofa!) é sempre a atrasilda da turma, que costuma terminar de faze-la nos 45 minutos do segundo tempo e sai disparada contra o tempo para estar banhada, arrumada e cansada a meia noite da virada.

Minha tia Cleide, não fica atrás, responsável pela salada de maionese (completamente adorada por todos nós, a melhor maionese do mundo, não pode faltar) é sempre a companheira de correria da minha mãe. Lembra do lance da emoção né?

Os doces, que são muitos pra conseguir satisfazer a galera, sempre são feitos por todas as outras mulheres da família, incluindo a mim agora.

Homens em volta da churrasqueira, mulheres finalizando a mesa da ceia, crianças já pulando de um lado para o outro, cachorros seguindo qualquer um que tenha comida na mão, esse é o cenário do nosso Natal e Ano Novo. No final, tudo sempre dá certo!

Apesar da correria e loucura, tudo isso me faz muito feliz. E sei que a todos eles também. Festas de final de ano são sem dúvida nenhuma, um dos motivos mais alegres para nos reunirmos e agradecermos um pelos outros.

Somos muito bom de festas, qualquer desculpa é motivo para nos reunirmos e tirarmos boas gargalhadas e nostalgias um dos outros, mas o clima de magia, alegria, amor do final de ano, é sem dúvida o que faz a diferença e que nos faz jamais desistir de realizar essas nossas reuniões apesar de sempre jurarmos que ano que vem vai ser diferente e no fim, tudo é sempre igual.

4 Replies to “Nossas confusões (de amor) de todo ano”

  1. Marcela says:

    E sempre sai a melhor e mais unida festa!!!!!!!!
    Amo estar com vcs!!!

  2. Lethicia says:

    Lindo texto!! Embora tenha sido pouquinho gostei muito dos momentos que estive com vocês. O segundo round que sempre tem, o almoço do dia primeiro onde a festa continua rsrs. Obrigada por serem todos muito carinhosos comigo e com meu pequenininho. Há tempos que não participo ativamente dessas reuniões, mas quando tenho oportunidade fico muito contente. Tem aquele sentimento nostálgico da infância, de quando eu esperava ansiosamente pra comer a deliciosa gelatina colorida da tia Nega rsrs e a salada de maionese e a farofa da sua mãe e todas as outras delicias que fazem. A união familiar e o clima de bem estar não conheço em outro lugar.

  3. Aline Matos says:

    hahaha sempre! <3

  4. Aline Matos says:

    São sempre momentos inesquecíveis né, Le? Nem me fale em nostalgia…sempre amei as festas de final de ano desde criança. rs
    Esperamos você mais vezes nas nossas pequenas grandes confusões em família. <3

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