Você se ama?

Você se ama?

Outro dia, lendo um livro sobre realização pessoal e felicidade, fui surpreendida por uma pergunta simples mas que a gente raramente pára pra se questionar:

“Você se ama?”

Automaticamente virei pro lado e fiz essa mesma pergunta pro Kadu, sem nem ao menos ter me dado o trabalho de responder antes.

Ficamos ali, um bom tempo, filosofando sobre o assunto, e nem percebi que ele também não havia me dado uma resposta concreta, quando ele devolveu a pergunta:

“Você se ama?”

Sem pensar muito, respondi que sim mas acho que na hora nem eu tive tanta certeza assim. Juntos tentamos desvendar o que se amar significava de fato, já que muitas vezes estamos descontentes com alguma área em nossa vida e isso dificulta um olhar verdadeiro sobre o assunto.

Fui dormir com aquilo na cabeça, pensativa. No dia seguinte, como num insight, pude perceber toda uma realidade sobre mim que nunca tinha levado em consideração.

Eu tinha sido sincera. Finalmente eu me amava e sabia disso.

O fato é que engordei e ando reclamando muito desde então por não estar contente com meu reflexo no espelho, e não digo isso porque quero seguir esses padrões estéticos que vemos por aí, é mais porque afeta minha saúde e auto estima. Sou baixinha demais e por isso preciso manter um corpo, não necessariamente magro, mas menor, leve e saudável. E esse foi meu principal dilema desde que me peguei observando meu amor por mim após a leitura na noite anterior.

Foi incrível perceber que mesmo estando acima do peso e desejando mudar isso em mim, me amo muito mais hoje, do que já amei um dia, mesmo sendo magra. O amor vai além da imagem que passamos.

Sempre fui uma adolescente/jovem que estava o tempo todo me comparando com alguém. Em tudo. Beleza, carisma, inteligência, espontaneidade, corpo, altura (sempre foi uma questão pra mim), personalidade, acontecimentos. A vida da outra pessoa, fosse ela quem fosse, sempre era mais legal, mais fácil e mais interessante que a minha.

Vivi uma vida quase toda reclusa, insegura e cruel, porque eu sabia ser bem crítica e carrasca de mim mesma.

Ah, se a Aline de antigamente soubesse o que sei hoje, teria evitado problemas e sofrimentos que só existiam na cabeça dela.

Foi com muita terapia, iniciada por crises de ansiedade e pânico (assunto pra uma outra conversa) e muito autoconhecimento que descobri as virtudes e belezas que há em mim.

Terapia foi uma das melhores coisas que já fiz na vida, e recomendo a todos, é com ela que descobrimos e nos libertamos de amarras criadas por nós mesmos.

Depois dela, passei aceitar muito mais quem sou e como sou, passei a ter sentimento de merecimento de coisas boas e felizes, passei admirar minha personalidade e aceitar meus defeitos.

Mesmo sabendo que sempre podemos melhorar, faz parte entender que muito do que achamos ser defeito pode ser uma virtude aos olhos de outros, e o que não for, ainda assim, não somos melhores nem piores do que ninguém por ainda não saber modificar o que não gostamos em nós.

Passei a reconhecer o valor que tenho, a entender que sou uma pessoa interessante pra quem estiver disposto a enxergar isso, e a não precisar provar nada a ninguém.

Curtir quem somos e deixar de lado essa coisa de querer agradar á todos pra ser aceito, mesmo porque jamais conseguiremos tal feito, é a libertação mais incrível que alguém pode viver.

Então sim, mesmo com alguns muitos quilinhos a mais do que desejo, mesmo reclamando de algo que me incomoda hoje, mesmo sabendo que nem tudo está perfeito (e será que um dia vai estar?), posso dizer sem dúvida alguma que me amo, sim. E dessa vez sem reservas, desculpas ou modéstia.

Somos todos cheios de imperfeições, inseguranças e pendências com a gente mesmo, mas dar um refresco nas comparações e entender que cada um é único e mesmo se não tivermos tal qualidade que aquela pessoa tem, teremos a nossa, e isso basta pra já sermos maravilhosos e nos amar e deixar que outros também nos amem.

Queria ter sabido e sentido tudo isso antes, mas também aprendi que cada vivência até aqui é o que faz sermos quem somos, e faz com que ao chegarmos nessa fase de aceitação incondicional experimentemos uma sensação indescritível.

Agora, pra que você possa ter sua própria reflexão e mudar os padrões daquilo que sente por si mesmo, caso ainda não seja sentimentos de satisfação, te pergunto:

E você, se ama?

2018 – O ano das transformações

o ano das transformações

2017 passou que nem vi, como se fosse dias e não um ano inteiro.

E isso não é ruim, pelo contrário! Quando o ano passa sem que percebemos e esquecemos de desejar por um novo começo é porque de fato ele foi bom.

E quando digo bom, não significa que os dias foram todos maravilhosos! Houve crises, medos, preocupações, mas houve sorrisos, abraços e leveza também.

2017 fez por mim mais do que eu podia esperar.

Redescobri vida em coisas que garantia não pertencer mais a mim, me vi tendo calma e paciência no que antes me enlouquecia.

Busquei encontrar equilíbrio nos momentos mais turbulentos e deixei frases soltas que de alguma forma me preencheram ditar o que era importante pra mim.

Aprendi a me preocupar menos e viver mais o presente. Um dos maiores ganhos deste ano.

Beijei muito. Abracei mais ainda. Dei cheiros no Scott. Comi bolos deliciosos e retomei caminhos.

Me magoei e magoei também. Relevei coisas sem importâncias e briguei pelo o que acreditava.

Mas acima de tudo tive um encontro comigo mesma. Mergulhei profundamente em um auto conhecimento que não foi fácil, mas muito importante pra que 2018 algumas coisas possam ser diferentes.

Ainda haverá coisas pela minha jornada que me mostrará se estou trilhando o caminho com passos certos, mas sei que no ano que passou descobri tudo que não quero, tudo que não me cai bem, e só com isso já torna muito fácil saber o que buscar. Como caminhar.

Para 2018 os planos não são muitos, apenas reclamar menos, muito menos, saber ser grata em todos os momentos e confiar que o que é meu será entregue e que mesmo nos dias que a duvida chegar, estarei certa que Deus cuidará pra eu tenha apenas e tudo aquilo que vai me transformar em minha melhor versão.

Como uma frase de Paulo Coelho diz, a rotina pode ser letal, é por isso que almejo a aventura de viver, sempre agradecendo e buscando pelo melhor.

Sonhos, vontades, planos todos temos, mas entrar em 2018 com confiança e alegria é o que almejo não só pra mim, mas pra todos vocês.

Que 2018 seja um ano de encontros, transformações, realizações e alegrias.

Nossas confusões (de amor) de todo ano

Final de Ano com amor

Final de ano é sempre a mesma coisa.

Existe uma tradição familiar nossa, que é totalmente diferente das outras, chamada: “Deixemos para a última hora.”

Se não for pra organizar uma festa com muita emoção envolvida, a gente nem faz.

Minha família é tão grande, que bastou reunir menos da metade dela que já é uma festa com direito a ninguém se ouvir por todos falarem ao mesmo tempo.

Quando é final de ano então que as festas são feitas por todos, a coisa só piora.

Normalmente começamos a tocar no assunto uma semana antes, mas é muita opinião e pouca ação. Um vai fazer tal coisa, outra vai levar isso, aquele vai buscar sei lá o que, depois um acaba desistindo que passa para o outro, que esquece e assim caminhamos ao longo da semana hahaha

Hoje faço parte da “comissão organizadora”, tanto dos preparativos como financeiro (parte triste essa, saudades de quando eu só aparecia na festa linda, bela e tranquila rs) e por isso todo ano o grupo de família parece que vai bugar de tantas mensagens.

Penso nos perrengues de anos atrás quando não existia Whats app pra essa renca de gente se comunicar e fazer acontecer. (Eu só comecei a fazer parte já na era digital hahahaha)

Pois bem, até eu me casar as festas sempre eram na minha casa e da minha mãe, era grande e cabia todo mundo, infelizmente depois que mudei, minha mãe decidiu mudar pra uma casa menor, com isso, perdemos a mordomia, então todo ano a primeira grande confusão é descobrir onde serão as festas. A casa de quem será a escolhida.

Decidido isso, partimos para comes e bebes, que sem muita escolha para nós mulheres, os homens decretam churrasco, ano após ano, qualquer pernil, peru, salada de maionese, farofa, salpicão, sobremesas e afins é por conta em risco de nós, mulheres.

O Natal e Ano Novo deles são assim, definidos na churrasqueira, quem quiser qualquer coisa diferente disso, que mexam os pauzinhos. Então lá vamos nós, mexer nossos pauzinhos.

O detalhe é que depois de tudo pronto, todos eles atacam. Fica a observação.

Minha mãe encarregada da farofa (não é qualquer farofa. É “A” farofa!) é sempre a atrasilda da turma, que costuma terminar de faze-la nos 45 minutos do segundo tempo e sai disparada contra o tempo para estar banhada, arrumada e cansada a meia noite da virada.

Minha tia Cleide, não fica atrás, responsável pela salada de maionese (completamente adorada por todos nós, a melhor maionese do mundo, não pode faltar) é sempre a companheira de correria da minha mãe. Lembra do lance da emoção né?

Os doces, que são muitos pra conseguir satisfazer a galera, sempre são feitos por todas as outras mulheres da família, incluindo a mim agora.

Homens em volta da churrasqueira, mulheres finalizando a mesa da ceia, crianças já pulando de um lado para o outro, cachorros seguindo qualquer um que tenha comida na mão, esse é o cenário do nosso Natal e Ano Novo. No final, tudo sempre dá certo!

Apesar da correria e loucura, tudo isso me faz muito feliz. E sei que a todos eles também. Festas de final de ano são sem dúvida nenhuma, um dos motivos mais alegres para nos reunirmos e agradecermos um pelos outros.

Somos muito bom de festas, qualquer desculpa é motivo para nos reunirmos e tirarmos boas gargalhadas e nostalgias um dos outros, mas o clima de magia, alegria, amor do final de ano, é sem dúvida o que faz a diferença e que nos faz jamais desistir de realizar essas nossas reuniões apesar de sempre jurarmos que ano que vem vai ser diferente e no fim, tudo é sempre igual.

#Conversando sobre “A crise dos 30”

Crise dos 30 anos

Quem disse que a crise dos 30 anos não bate? (🙋🏼) Ela bate sim, mesmo que 2 anos depois rs

Ano passado fiz a lista de 31 coisas que aprendi até meus 31 anos, até aí ok, eu realmente aprendi essas coisas e estava levando os 30 numa boa, mas não é que esse ano resolvi surtar? rs

Meu aniversário foi semana passada e ainda to digerindo o fato de já ter chegado aos 32 anos. Inacreditável! Ontem eu tinha 22, como assim?

Foi tudo muito legal! Tive um dia tranquilo, a noite o Kadu fez um bolinho surpresa pra mim junto com a minha família (foi tão gostoso estar com todo mundo nesse dia que nem lembrei de fotos, acredita?), mas alguma coisa bateu em mim.

A crise resolveu chegar dois anos depois, afirmando que estou 50% realizada e os outros 50% bagunçada.

Digamos que tudo que imaginei que seria aos trinta anos não aconteceu, pelo menos não até aqui, e tudo aquilo que achei que não aconteceria, hoje, é minha realidade, ou seja, a vida tratou de me mostrar que podemos planejar sim, mas quem decide é ela rs (embora eu também acredite que certas decisões tomadas também interferem nessa de futuro/destino)

Achei que seria uma mulher auto suficiente, realizada profissionalmente, trabalhando como a artista que sempre quis ser, mas em compensação achei que seria frustrada no amor, que apesar das tentativas, todas falidas, eu não encontraria alguém pra mim que realmente pudesse me amar e eu a ele. Olha os 50% aí de novo.

O fato é que as coisas aconteceram todas ao contrário, cheguei aos 30 bem mais madura do que era (isso foi a única coisa que acertei realmente hahaha), casada (amando e sendo amada) e dona de um cachorrinho lindo que amo muito. Tenho um lar, uma família. A arte, bem, ela ainda vive em mim, mas em algum momento me perdi e a deixei escapar, é aí que mora os 50% da crise.

Como já comentei em outros textos por aqui, nunca fui feliz no mundo corporativo, trabalhar dentro de uma empresa 08h por dia sempre tirou parte da minha essência e alegria. Desviar da nossa essência, daquilo que sabemos ter nascido pra fazer é um erro que nos leva a frustração, independente se isso parece certo ou não para as pessoas lá fora.

Sentir-se totalmente feliz em uma parte da vida e totalmente frustrada em outra é algo perfeitamente normal apesar da crise dizer que não.

Retomar do ponto onde paramos nunca é fácil, mas aceitar com maturidade que deixamos uma parte crucial de nós de lado é um passo importante pra que as coisas voltem a se encaixar na medida que formos resgatando o que pertence a nós e foi negligenciado.

Faz tempo que tenho tentado ouvir mais esse meu lado reclamão, porque ele não faz isso por ser chato ou pra me maltratar e sim porque pede atenção e AÇÃO. Palavra de ordem pra esse meu momento.

Muitas vezes os motivos de nossas frustrações ou crises existenciais tem a ver com não nos ouvir com muito mais carinho e levar em consideração tudo aquilo que está sendo reivindicado.

Saber o que fazer com isso é a parte mais difícil, por isso ando meio bagunçada, mas ao invés de enxergar essa bagunça como algo ruim, mesmo tendo dias bem punks, prefiro respirar fundo, deixar esses dias passarem e agir, mesmo que ações ainda pequenas, pra que eu encontre o caminho de volta e os meus 32 anos sejam sobre aquela mulher 100% realizada, 100% sem crises, que eu nem acreditava que poderia ser, mas que hoje sinto o vislumbre dela chegando pra ficar.

Tem coisas, como o amor, que não podemos fazer nada a respeito, a não ser esperar o tempo dele chegar pra ficar, enquanto isso aproveitar delícias de uma vida bem vivida quando estamos batalhando por todas as outras que só dependem de nós.

Deixei coisas fugirem de mim, mas estou no caminho pra buscá-las de volta, você de repente pode fazer o mesmo se se sente como eu, ou ainda, pode agir agora, pra que não tenha que chegar lá na frente e travar uma luta pra resgatar o que foi esquecido. A frustração pode ser evitada, basta uma ação. Basta acreditar.

Essa foi a reflexão desse ano, então bora lutar pra sermos felizes e realizados sempre!

Conta pra mim aí nos comentários, independente da idade que está hoje, tem se ouvido? Tem se preocupado em tornar realidade tudo aquilo que seu coração deseja?