2018 – O ano das transformações

o ano das transformações

2017 passou que nem vi, como se fosse dias e não um ano inteiro.

E isso não é ruim, pelo contrário! Quando o ano passa sem que percebemos e esquecemos de desejar por um novo começo é porque de fato ele foi bom.

E quando digo bom, não significa que os dias foram todos maravilhosos! Houve crises, medos, preocupações, mas houve sorrisos, abraços e leveza também.

2017 fez por mim mais do que eu podia esperar.

Redescobri vida em coisas que garantia não pertencer mais a mim, me vi tendo calma e paciência no que antes me enlouquecia.

Busquei encontrar equilíbrio nos momentos mais turbulentos e deixei frases soltas que de alguma forma me preencheram ditar o que era importante pra mim.

Aprendi a me preocupar menos e viver mais o presente. Um dos maiores ganhos deste ano.

Beijei muito. Abracei mais ainda. Dei cheiros no Scott. Comi bolos deliciosos e retomei caminhos.

Me magoei e magoei também. Relevei coisas sem importâncias e briguei pelo o que acreditava.

Mas acima de tudo tive um encontro comigo mesma. Mergulhei profundamente em um auto conhecimento que não foi fácil, mas muito importante pra que 2018 algumas coisas possam ser diferentes.

Ainda haverá coisas pela minha jornada que me mostrará se estou trilhando o caminho com passos certos, mas sei que no ano que passou descobri tudo que não quero, tudo que não me cai bem, e só com isso já torna muito fácil saber o que buscar. Como caminhar.

Para 2018 os planos não são muitos, apenas reclamar menos, muito menos, saber ser grata em todos os momentos e confiar que o que é meu será entregue e que mesmo nos dias que a duvida chegar, estarei certa que Deus cuidará pra eu tenha apenas e tudo aquilo que vai me transformar em minha melhor versão.

Como uma frase de Paulo Coelho diz, a rotina pode ser letal, é por isso que almejo a aventura de viver, sempre agradecendo e buscando pelo melhor.

Sonhos, vontades, planos todos temos, mas entrar em 2018 com confiança e alegria é o que almejo não só pra mim, mas pra todos vocês.

Que 2018 seja um ano de encontros, transformações, realizações e alegrias.

13 reasons why e minhas impressões

13 reasons why

Foi em uma tarde de sábado, sozinha, o Kadu tinha ido trabalhar,  que resolvi conferir o alvoroço que a série 13 reasons why estava fazendo. Nesse mesmo dia, já no quinto episódio ou até mais a frente, eu classifiquei a série no stories do instagram da seguinte forma: “Não é a melhor série, nem o melhor doce, mas são viciantes.”

O doce em questão eram marshmallows, desses de festa de criança rs

Por alguma razão o início da série me pareceu ruim, muito devagar, sem coisas realmente relevantes acontecendo (que mudei de ideia logo depois, claro!), cheguei até pensar que aqueles não eram verdadeiros motivos para levar alguém ao suicídio. Era nada mais, nada menos do que uma série típica de adolescentes americanos.

Logo eu, que me compadeço com a dor de qualquer pessoa, que sofro junto com ela mesmo sem querer, ia achar os motivos de Hannah Baker pequenos?

Ao decorrer dos episódios pude perceber, pensar a respeito mesmo, que não importa o tamanho do problema, pequeno ou grande, a dor, o sentimento que começa abrir um buraco dentro da pessoa é o mesmo. Profundo. Ainda mais juntando tudo que ia acontecer depois.

Hannah Baker

Se eu fosse a roteirista, longe de mim dizer que sou melhor que os profissionais envolvidos nessa série rs, eu teria feito muita coisa diferente, não sobre o conteúdo, mas a forma como foi desenvolvido. Mesmo assim, opiniões a parte sobre como eu gostaria de ver algumas cenas, o importante é que a mensagem final foi entregue com sucesso.

O quanto o ser humano é frágil quando se vê sozinho, mesmo tendo mil pessoas a sua volta, o quanto o egoísmo e despreparo pode causar, mesmo na inocência, o sofrimento em outra pessoa. O quanto alguém pode se ver triste, e vazio sem saber o porque, somente por palavras e atitudes quem vêm de outros, que poderiam e deviam tratar o próximo como um semelhante.

As pessoas, independentes de crenças, estilos de vida, escolhas, personalidades, sentem a mesmas dor, sonham e amam da mesma forma, precisam das mesmas coisas, se alegram pelos mesmos motivos, desejam uma vida plena e feliz como qualquer outro, então porque as pessoas são tão intolerantes mesmo sabendo que somos seres sociáveis? Se sabem que viver sozinho e hostilizado não é bom pra si, porque acreditam que outros mereçam isso?

Clay Jensen

O que falta na maioria das pessoas, sem generalizar, óbvio, é olhar para o outro com o mesmo cuidado e carinho que olham pra aqueles que amam e que olham pra si mesmos.

A vida é tão cheia de coisas boas, o ser humano é capaz de tantas atitudes incríveis, precisamos olhar o outro por nossos próprios olhos, nos enxergarmos ali, dentro dele, quem sabe assim haveria menos dor no mundo.

Espero que Hannah Baker e os tantos outros personagem tenham despertado a humanidade esquecida em muita gente. E pra nós, cabe ajudar alguém, sempre que nos for dado a oportunidade de sermos cada vez melhores. Ajudar alguém que precisa, não faz bem só pra ele, não… faz bem pra gente também.

Coincidentemente, alguns dias atrás fiz um post sobre o projeto ponto e vírgula, que achei muito bacana, contra a prevenção do suicídio. Apesar de ser pesado falar sobre esse assunto, é bom saber que por muitas vezes vira pauta, pra quem sabe assim chegar a quem pensa estar sozinho nessa, né?

13 reasons why

E você, assistiu 13 reasons why? Teve alguma impressão diferente da minha? O que você aprendeu com a série?

Eu particularmente adoro qualquer conversa a respeito do comportamento e da psique humana, acima de tudo, sobre a vida, porque acho o ser humano tão complexo e tão capaz de alcançar as melhores coisas da vida que acredito sermos capazes de fazer diferente pra tornar nossas vidas e a dos outros uma experiência incrível ao invés de dolorosa. Por isso, deixa um comentário aqui em baixo, vamos conversar um pouquinho sobre a vida.

Por trás dos dias ruins

Tempestade se formando no mar

Tem dias que a gente acorda meio assim, sabe? Sem levar fé que só o fato de acordar já é uma benção. A gente até pede a Deus que releve nossa ingratidão momentânea, e que nos faça esquecer todas as outras coisas por aí a fora que estão tirando nossa paz, e empurra o dia vida a dentro.

Eu mesma já tive épocas que assistir um simples jornal de quinze minutos me fazia mal, bagunçava o meu bem estar, então preferia não faze-lo, me fechava na minha bolha particular e vivia meu mundo longe de tudo e de todos. Também não fazia por indiferença ou ingratidão, era só pra me proteger mesmo.

O Kadu me diz que sou sensível demais e que sinto a dor do outro por inteiro. Eu concordo com ele, e digo que isso é bom e ruim.

Bom, porque faz com que eu me coloque no lugar do outro, e pense com mais clareza sobre como posso ajudar, nem que seja só com um olhar de carinho, ou um abraço rápido, que disfarço, preocupada que pense que estou expondo sua fragilidade.

E ruim, porque muitas vezes me dói na alma, e passo a ter um problema que não deveria ser meu, e que me faz ter dias cinzas mesmo sabendo que isso não vai ajudar quem de fato está precisando de colo ou de salvação. Mas por mais que eu queira, eu não sei mudar isso. Essa sou eu!

Sempre ouvi de diversas pessoas, ao longo da vida, que eu deveria ser psicóloga, que sei observar, sei argumentar e aconselhar, sei dar clareza aquilo que está confuso (sejamos claros, isso sempre para os outros, nunca pra mim mesma), mas minha resposta pronta sempre foi: “Não conseguiria, eu sofreria junto com o paciente. Não saberia lidar com as dores das pessoas e depois ir pra casa ser feliz.”

Mas aí, eu descobri outra forma de ajudar a mim e aqueles que precisam: eu escrevo.

Escrevo porque tenho uma necessidade urgente de me expressar. Escrevo para expurgar minhas alegrias e dores, despir quem sou, sem puderes, remorsos ou vergonhas. Escrevo porque dou valor ao “ser” e porque gosto de falar da vida. Escrevo pra que atinja alguém que possa se identificar e, de repente, encontrar por ora, a tranquilidade que nós tanto precisamos. Escrevo porque do mesmo jeito que sinto a dor do mundo assistindo um jornal, sinto a alegria de compartilhar com as pessoas das pequenas sensações da vida, que muitas vezes nos faz transbordar de uma forma que nem sabemos explicar.

Esse é meu jeito de fazer terapia em mim, e em todos aqueles que sentem-se a vontade em dividir comigo das belezas e experiências da vida.

O que tudo isso tem a ver com os dias ruins?

Talvez nada. Talvez tenha começado com uma frase avulsa que foi se desenrolando sozinha, como se eu matracasse sem pensar muito, como se quisesse apenas conversar sobre as coisas da vida. E mesmo tudo, ou nada, fazendo sentido e sabendo que desejamos apenas os dias bons, uma coisa eu sei: os dias ruins servem pra olharmos e cuidarmos de nós mesmos, cada um com suas próprias formas de escape e superação, cada um com suas formas de alegria, cada um levando o tempo que for preciso.

Um novo ano, uma nova chance!

Caderno com Resoluções de 2017

2017 já está batendo na porta, como pode né? O tempo passa mesmo rápido…
ou será que a gente que anda sempre correndo contra o tempo e isso faz ele parecer voando?

A única coisa que sei, é que sou dessas pessoas bem clichês que adoram o final do ano e suas perspectivas de coisas novas, de mudanças e novas metas a serem alcançadas.

Gosto da expectativa que temos ao ter um ano inteiro pela frente onde podemos finalmente alcançar algo que não podemos ou não conseguimos realizar no ano anterior, mas isso tudo não depende só da caneta e o papel onde colocamos nossas resoluções, depende também do nosso comportamento perante nossas próprias metas.

Eu tenho dois grandes problemas que muitas vezes me impedem de chegar ao meu objetivo: procrastinação e reclamação.

Eu sou dessas que mesmo tendo um objetivo maior a conquistar sempre acabo optando por priorizar o que nem sempre é de fato algo importante a ser feito, aí vem meu lado reclamão, que briga, xinga, lamenta por não ter conseguido chegar até onde planejei. E isso me deixa sempre muito chateada.

Mas adianta reclamar, se eu mesma sabotei meus planos deixando pra depois?

Pois essa será uma das minhas pequenas grandes metas para o ano que vai entrar, sempre observar onde estou pecando, onde estou adiando minhas próprias realizações.

Claro que nem sempre será fácil, muitas vezes a gente só percebe quando já passou, mas é com um passo de cada vez que a gente aprende, admitir isso já é um grande passo meu, observar e tentar fazer diferente serão os próximos e é por isso que o final do ano me dá esperança, porque sei que todo o sentimento de transformação que vem junto com ele nos dá força para mudar tudo aquilo que desejamos e sabemos ser necessário.

Isso são, sem sombras de dúvidas, defeitos que levo comigo, mas sei que só depende de mim transformá-los, porque toda vez que eu os encarei de frente e os superei realizei grandes coisas na minha vida e não vai ser diferente em 2017, se Deus quiser.

Eu espero com sinceridade, que pra você que tenha os mesmos problemas seja exatamente igual, apenas arregacem as mangas, admita que seu próprio obstáculo pode ser você mesmo e vá a luta, se um dia perceber que deixou coisas sem importância dominar seus dias, levante no dia seguinte certa que não será assim de novo e bola pra frente.

Coloque bilhetinhos, faça uma lista, coloque o celular pra despertar mas certifique-se do jeito que for, que sua próxima ação será para alcançar aquele seu sonho tão desejado e faça seu 2017 um ano feliz e cheio de realizações.

Ah, e entenda por realizações cada pequeno passo que der, uma vez eu li que são os micros sucessos que fazem da gente pessoas realizadas, e quando chegar na etapa final, no momento que sempre sonhou, saberá no fim o quanto foi bom o caminho que te fez chegar até ali.