13 reasons why e minhas impressões

13 reasons why

Foi em uma tarde de sábado, sozinha, o Kadu tinha ido trabalhar,  que resolvi conferir o alvoroço que a série 13 reasons why estava fazendo. Nesse mesmo dia, já no quinto episódio ou até mais a frente, eu classifiquei a série no stories do instagram da seguinte forma: “Não é a melhor série, nem o melhor doce, mas são viciantes.”

O doce em questão eram marshmallows, desses de festa de criança rs

Por alguma razão o início da série me pareceu ruim, muito devagar, sem coisas realmente relevantes acontecendo (que mudei de ideia logo depois, claro!), cheguei até pensar que aqueles não eram verdadeiros motivos para levar alguém ao suicídio. Era nada mais, nada menos do que uma série típica de adolescentes americanos.

Logo eu, que me compadeço com a dor de qualquer pessoa, que sofro junto com ela mesmo sem querer, ia achar os motivos de Hannah Baker pequenos?

Ao decorrer dos episódios pude perceber, pensar a respeito mesmo, que não importa o tamanho do problema, pequeno ou grande, a dor, o sentimento que começa abrir um buraco dentro da pessoa é o mesmo. Profundo. Ainda mais juntando tudo que ia acontecer depois.

Hannah Baker

Se eu fosse a roteirista, longe de mim dizer que sou melhor que os profissionais envolvidos nessa série rs, eu teria feito muita coisa diferente, não sobre o conteúdo, mas a forma como foi desenvolvido. Mesmo assim, opiniões a parte sobre como eu gostaria de ver algumas cenas, o importante é que a mensagem final foi entregue com sucesso.

O quanto o ser humano é frágil quando se vê sozinho, mesmo tendo mil pessoas a sua volta, o quanto o egoísmo e despreparo pode causar, mesmo na inocência, o sofrimento em outra pessoa. O quanto alguém pode se ver triste, e vazio sem saber o porque, somente por palavras e atitudes quem vêm de outros, que poderiam e deviam tratar o próximo como um semelhante.

As pessoas, independentes de crenças, estilos de vida, escolhas, personalidades, sentem a mesmas dor, sonham e amam da mesma forma, precisam das mesmas coisas, se alegram pelos mesmos motivos, desejam uma vida plena e feliz como qualquer outro, então porque as pessoas são tão intolerantes mesmo sabendo que somos seres sociáveis? Se sabem que viver sozinho e hostilizado não é bom pra si, porque acreditam que outros mereçam isso?

Clay Jensen

O que falta na maioria das pessoas, sem generalizar, óbvio, é olhar para o outro com o mesmo cuidado e carinho que olham pra aqueles que amam e que olham pra si mesmos.

A vida é tão cheia de coisas boas, o ser humano é capaz de tantas atitudes incríveis, precisamos olhar o outro por nossos próprios olhos, nos enxergarmos ali, dentro dele, quem sabe assim haveria menos dor no mundo.

Espero que Hannah Baker e os tantos outros personagem tenham despertado a humanidade esquecida em muita gente. E pra nós, cabe ajudar alguém, sempre que nos for dado a oportunidade de sermos cada vez melhores. Ajudar alguém que precisa, não faz bem só pra ele, não… faz bem pra gente também.

Coincidentemente, alguns dias atrás fiz um post sobre o projeto ponto e vírgula, que achei muito bacana, contra a prevenção do suicídio. Apesar de ser pesado falar sobre esse assunto, é bom saber que por muitas vezes vira pauta, pra quem sabe assim chegar a quem pensa estar sozinho nessa, né?

13 reasons why

E você, assistiu 13 reasons why? Teve alguma impressão diferente da minha? O que você aprendeu com a série?

Eu particularmente adoro qualquer conversa a respeito do comportamento e da psique humana, acima de tudo, sobre a vida, porque acho o ser humano tão complexo e tão capaz de alcançar as melhores coisas da vida que acredito sermos capazes de fazer diferente pra tornar nossas vidas e a dos outros uma experiência incrível ao invés de dolorosa. Por isso, deixa um comentário aqui em baixo, vamos conversar um pouquinho sobre a vida.

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